
Equipes do Corpo de Bombeiros do Tocantins e do Mato Grosso iniciaram uma operação de busca e salvamento para localizar um idoso indígena de 91 anos, desaparecido desde o dia 9 de fevereiro na aldeia Kutaria, localizada na região noroeste da Ilha do Bananal, no município de Pium (TO). A mobilização começou na madrugada de terça-feira, 11, com militares das duas corporações organizando estratégias e deslocando equipes para o local.
Segundo informações preliminares, o idoso foi visto pela última vez próximo à aldeia e, desde então, não houve mais notícias sobre seu paradeiro. A região de mata fechada e o difícil acesso ao local tornam o resgate ainda mais desafiador.
Mobilização das equipes
A operação conta com a participação de bombeiros especializados em resgate e busca terrestre, além do apoio de cães farejadores treinados para localizar pessoas desaparecidas.
Além do time do Tocantins, a busca conta com reforço do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. As equipes já estão no local, montando estratégias junto à representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Aryelle Karajá.
De acordo com os bombeiros, a área de buscas foi mapeada, e as equipes começaram a utilizar embarcações para se deslocar pelos rios da região, que representam o meio mais viável de acesso ao local. A aldeia Kutaria fica a cerca de 18 km da cidade mais próxima, e o trajeto por água é essencial para otimizar os esforços de resgate.
Continuidade das buscas
Nas primeiras horas de quarta-feira, 12, a operação teve início com os bombeiros seguindo o plano de busca previamente definido. O CB Bueno informou que os mapas da região já foram baixados para auxiliar na missão e que todos os equipamentos necessários estão prontos para uso.
A área da Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, apresenta desafios específicos para operações de resgate. Além da vegetação densa e do terreno irregular, a presença de animais selvagens e o clima instável dificultam os trabalhos. No entanto, as equipes contam com experiência em operações desse tipo e seguem empenhadas em encontrar o idoso com segurança.
A representante da Funai, Aryelle Karajá, está prestando apoio logístico aos bombeiros, fornecendo informações detalhadas sobre os últimos locais em que o idoso pode ter passado e ajudando na comunicação com a comunidade indígena.
As buscas seguem em andamento, e as equipes pretendem cobrir a maior área possível nos próximos dias. O plano estratégico inclui o uso dos cães farejadores, que são essenciais para localizar rastros humanos, além de drones e embarcações que auxiliam na vistoria da região alagada.
A Funai e as comunidades indígenas locais também estão colaborando com as autoridades para aumentar a eficiência da operação. Ainda não há previsão para o encerramento das buscas, que seguirão até que novas informações sobre o paradeiro do idoso sejam obtidas.
As autoridades pedem que qualquer pessoa que tenha informações sobre o desaparecimento entre em contato com as equipes de resgate para ajudar na localização do idoso.







