
A reação do senador Irajá Abreu (PSD) à decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que devolveu o mandato ao governador Wanderlei Barbosa, movimentou o cenário político tocantinense na noite desta sexta-feira, 5. Em mensagens enviadas a grupos de WhatsApp, o parlamentar classificou a medida como “o maior retrocesso da história do Tocantins” e difundiu o link de sua própria postagem nas redes sociais reforçando a crítica.
O gesto ganhou ainda mais repercussão por conta de um elemento pouco usual no debate institucional: Irajá utilizou uma figurinha em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece mandando um beijo, em tom de deboche, para ilustrar sua insatisfação com a decisão judicial.
A repercussão foi imediata entre interlocutores políticos. A avaliação de lideranças e assessores ouvidos é de que, ao chamar de “retrocesso” uma decisão de um ministro da Suprema Corte, o senador adota um posicionamento considerado duro e arriscado no campo institucional. A combinação da crítica à Corte com o uso irônico da imagem do presidente da República amplificaria o desgaste político gerado pelo episódio, segundo análises nos bastidores.
Além de atravessar o debate jurídico, o movimento de Irajá pode elevar o nível de tensão entre os poderes em um momento de forte sensibilidade política e jurídica no Tocantins, colocando a reação do senador no centro de discussões que extrapolam o mérito da decisão e atingem o campo da institucionalidade e da liturgia dos cargos.







