
O Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins realizou, na madrugada desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, uma operação de resgate em espaço confinado após ser acionado via 193 para atender uma ocorrência envolvendo vítimas presas no interior de um poço com água, no setor Jardim da Luz, em Gurupi, região sul do estado. A ação teve início por volta das 4h e foi concluída às 4h55, sem registro de óbitos.
A ocorrência foi registrada na Rua 24, esquina com a Rua 12, onde, segundo informações preliminares repassadas à central de emergências, uma pessoa havia caído em uma cisterna com aproximadamente seis metros de profundidade. Ao chegar ao local, a guarnição constatou que, além da vítima inicial, uma segunda pessoa também se encontrava no interior do poço, ambas em situação de risco iminente.
Avaliação da cena e riscos identificados
Ao assumir a ocorrência, os bombeiros realizaram a avaliação primária da cena, conforme os protocolos operacionais para atendimentos em espaços confinados. Durante essa análise, foi constatado que as duas vítimas estavam no interior da cisterna, parcialmente submersas em água e sustentando-se por meio de um fio de energia elétrica que havia sido previamente desenergizado.
Apesar de não haver corrente elétrica no fio no momento do resgate, a situação exigia extrema cautela. Espaços confinados, como poços e cisternas, apresentam riscos adicionais, entre eles a baixa ventilação, a possibilidade de acúmulo de gases tóxicos, o risco de afogamento e a dificuldade de acesso e retirada das vítimas.
Segundo os bombeiros, antes de qualquer intervenção direta, foram adotadas todas as medidas de segurança necessárias para garantir tanto a integridade das vítimas quanto a dos militares envolvidos na operação.
Técnica adequada para resgate em espaço confinado
Após a estabilização da cena e a confirmação de que não havia riscos elétricos ativos, a equipe deu início ao plano de resgate. De acordo com os procedimentos técnicos do Corpo de Bombeiros, a descida no poço foi realizada com o uso de escada apropriada, garantindo acesso seguro ao interior da cisterna.
A escolha da técnica levou em consideração a profundidade do poço, a presença de água e as condições físicas das vítimas. Com comunicação constante entre os bombeiros posicionados na superfície e no interior do espaço confinado, foi possível orientar as vítimas de forma segura durante todo o processo.
Com apoio da equipe, ambas conseguiram subir pela escada até a superfície, sem necessidade de içamento com sistemas de cordas, o que reduziu o tempo de exposição ao risco e possibilitou um resgate mais ágil.
Atendimento pré-hospitalar no local
Após a retirada das vítimas do interior do poço, a guarnição de resgate assumiu imediatamente o atendimento pré-hospitalar. Uma das pessoas resgatadas apresentava necessidade de avaliação médica mais detalhada, sendo classificada como paciente pela equipe.
Foram realizadas as avaliações primária e secundária, com verificação dos sinais vitais, estado de consciência e possíveis lesões decorrentes da queda ou do tempo de permanência no interior da cisterna. Apesar de não haver, inicialmente, sinais aparentes de ferimentos graves, os bombeiros optaram pelo encaminhamento ao hospital, seguindo o princípio da precaução.
A paciente foi devidamente imobilizada, quando necessário, e transportada em segurança para uma unidade hospitalar de Gurupi, onde ficou sob cuidados médicos para exames complementares e observação.







