
Em sessão do Tribunal do Júri, realizada na última sexta-feira, 10, na Comarca de Cristalândia, dois homens, que foram investigados e apontados pela Polícia Civil como autores de um homicídio e uma tentativa de homicídio, ocorrida no ano de 2021, em Lagoa da Confusão, foram condenados a penas de 12 e sete anos de prisão.
Conforme explica o delegado Guilherme Moreira, o caso aconteceu no dia 31 de março de 2021, no Setor União, em Lagoa, quando dois indivíduos trocaram tiros em via pública. Ocorre que durante o confronto, Bruno Rodrigues Carvalho Barros acabou sendo vítima de um dos disparos e veio a óbito ainda no local. Bruno não tinha nada a ver com a desavença entre os envolvidos, mas acabou morrendo após ser atingido por engano.
Logo após o crime, a Polícia Civil deu início às investigações e identificou os dois suspeitos. “Com base em um extenso e minucioso trabalho policial, conseguimos desvendar a dinâmica dos crimes, uma vez que foi possível estabelecer que um dos suspeitos foi o autor do disparo que ceifou a vida de Bruno”, frisou o delegado Guilherme Moreira.
O outro indivíduo foi indiciado por tentativa de homicídio em razão dos disparos efetuados contra o primeiro envolvido. Desse modo, com a individualização das condutas, a Polícia Civil conseguiu elucidar toda a dinâmica dos fatos. Assim, o inquérito policial foi concluído e remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que promoveu a denúncia contra os dois homens.
Condenações
Com base nas investigações da PCTO, o Conselho de Sentença, formado pelos jurados participantes do julgamento, condenou um dos suspeitos a uma pena de 12 anos por homicídio qualificado por motivo fútil, e o outro indivíduo foi condenado a sete anos por tentativa de homicídio qualificado também por motivo fútil.
O caso reforça a importância do trabalho investigativo da Polícia Civil do Tocantins, uma vez que, após uma disputa entre membros de facção criminosa rival, uma vítima inocente acabou vindo a óbito. “Recebemos essas condenações com muita serenidade, pois, por meio de uma investigação bem realizada, conseguimos oferecer ao Poder Judiciário e ao Ministério Público elementos mais do que suficientes que demonstraram, sem sombra de dúvida, como os crimes ocorreram. Assim, a PCTO mais uma vez cumpre seu papel institucional de investigar e levar à justiça aqueles que praticam crimes para que sejam condenados, como foi o caso em tela”, frisou a autoridade policial.







