
As agências da Caixa Econômica Federal devem voltar a atender presencialmente nesta quarta-feira (30) em todo o país. O retorno marca o fim da greve nacional dos bancários, encerrada após o Tribunal Superior do Trabalho decidir sobre o impasse.
Nesta terça (29), o TST julgou a paralisação não abusiva e determinou que os funcionários voltassem imediatamente ao trabalho, sob pena de multa. Na mesma decisão, o tribunal definiu um reajuste salarial de 4,6% e um reajuste de 4,6% no plano de saúde, encerrando o processo de negociação coletiva.
A greve havia começado em 10 de setembro. Antes da paralisação, Caixa e bancários passaram por 54 rodadas de negociação, mas não chegaram a um acordo. A categoria rejeitou ao menos três propostas relacionadas ao convênio médico, sendo que a última recusa ocorreu em 21 de setembro. Diante do impasse, a Caixa entrou com um pedido de dissídio coletivo no dia 23 de setembro.
O plano de saúde no centro do impasse
O ponto sensível da negociação foi o Saúde Caixa. No plano atual, os bancários contribuem com 3,5% sobre o salário-base para o convênio, com teto de 7% para a contribuição. A consulta em pronto-atendimento custa R$ 75, com reajuste de 4,6%. A mensalidade de cada dependente direto é de R$ 480, e as mensalidades do titular e dos dependentes diretos ficam limitadas a 7% da remuneração-base. A Caixa custeia 6,5% sobre a folha de salários, e o plano tem 2018 como ano-limite para manutenção na aposentadoria.
Uma das propostas rejeitadas em assembleia previa aumento de 16,7% na mensalidade de dependente direto. A Caixa também chegou a propor um reajuste de 60% na consulta em pronto-atendimento, o que elevaria o valor de R$ 75 para R$ 120, mas essa proposta foi retirada.
A proposta da última negociação
Na última rodada, a Caixa apresentou um pacote baseado num pacto intergeracional e num modelo solidário de custeio. Pela proposta, o teto de participação da empresa sobre a folha de pagamento subiria dos atuais 6,5% para 9% a partir de 2027. Não haveria reajuste nas mensalidades em 2026.
A partir de 2027, a contribuição do titular sobre a remuneração-base passaria a 3,7% e a mensalidade de dependente direto iria a R$ 560. Para o dependente indireto filho na faixa de 21 a 24 anos, a mensalidade seria de R$ 660; para filhos de 24 a 27 anos e para pais e mães remanescentes, R$ 900. O grupo familiar teria limite de 9% sobre a remuneração, e a consulta no pronto-atendimento passaria a R$ 120. O modelo de custeio seria de 60/40, com estudo de migração para 70/30.
Durante a greve, o relator Maurício Godinho determinou, no dia 25, que os bancários mantivessem 60% do efetivo, presencial ou online. Nesta segunda (28), as agências chegaram a funcionar parcialmente. As informações são de Cristiane Gercina, da Folhapress.







