
Uma operação de resgate mobilizou uma guarnição do Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira (04) em Gurupi, no sul do Tocantins. A equipe foi acionada por volta das 8h38 para atender uma ocorrência envolvendo uma égua que havia caído em uma fossa séptica sem tampa, localizada na entrada de uma residência na Rua Antônio Nunes da Silva.
Ao chegarem ao local, os bombeiros constataram que o animal, de grande porte, estava dentro da estrutura com aproximadamente 2,5 metros de profundidade. A égua permanecia em posição ortostática — ou seja, de pé — dentro da fossa, com o líquido acumulado atingindo cerca de um metro de altura nas pernas.
Durante a avaliação inicial, os militares verificaram que o animal não apresentava lesões aparentes. No entanto, o caso exigia cuidados adicionais: segundo o proprietário, a égua estava em período próximo ao parto, o que demandava uma estratégia de resgate que evitasse esforço excessivo e reduzisse ao máximo o nível de estresse do animal. Diante dessas condições, a equipe optou por não realizar a retirada por içamento direto — técnica comum em alguns resgates — pois esse procedimento poderia gerar esforço excessivo e aumentar o risco de lesões.

Estratégia priorizou saída gradual do animal
Após análise da situação, a guarnição decidiu adotar uma alternativa considerada mais segura: a escavação de uma rampa de acesso até o interior da fossa. Com essa estratégia, o animal teria condições de sair gradualmente do local, caminhando até a superfície com menor esforço físico.
Para viabilizar a operação, foi necessário o apoio do proprietário do animal, que providenciou uma máquina retroescavadeira para auxiliar na escavação lateral do solo. A máquina iniciou os trabalhos ao lado da estrutura da fossa, retirando parte da terra até formar uma inclinação que possibilitasse a criação de uma rampa suficientemente segura para a passagem da égua. O processo foi realizado com cuidado para evitar desmoronamentos ou novos riscos ao animal que permanecia dentro da estrutura.

Bombeiros conduziram retirada com cordas
Após a escavação e preparação da rampa, os bombeiros iniciaram a fase final do resgate. Utilizando cordas e técnicas de manejo adequadas para animais de grande porte, a equipe realizou o controle e direcionamento da égua para que ela seguisse pelo caminho escavado.
O procedimento foi feito de forma gradual, evitando movimentos bruscos e respeitando o comportamento natural do animal. Com a orientação dos militares, a égua conseguiu subir pela rampa e sair da fossa com segurança. Todo o processo foi acompanhado de perto pelo proprietário, que auxiliou na condução do animal após a retirada.
Resgate terminou sem ferimentos
Depois de ser retirada da fossa séptica, a égua foi novamente avaliada pela equipe para verificar possíveis ferimentos ou sinais de exaustão. Segundo os bombeiros, não foram identificadas lesões aparentes durante a verificação realizada logo após o resgate.
O animal foi devolvido aos cuidados do proprietário e permaneceu no local da ocorrência. A operação foi considerada bem-sucedida, principalmente por envolver um animal em período de gestação, condição que exigia ainda mais cautela durante toda a intervenção.








